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Já explicava o genial Lobão o que significa a queda e vou me permitir aqui, pinçar algumas frases para fazer um paralelo
Já no seu trecho inicial
“Quantos sonhos em sonhos acordo aterrado
A terrores noturnos minha alma se leva
É um insight soturno é o futuro passando”
Vê-se claramente a analogia do que se passava na cabeça do torcedor corintiano no domingo no Pacaembu, pois o futuro dado como certo em busca do quinto campeonato brasileiro, parece agora um passado distante.
E tudo isso...
“Na velocidade terrível da queda”
Foi tal a velocidade que o time paulista abandonou uma liderança folgada do campeonato, uma calmaria que já habitava o parque São Jorge há muito tempo, calmaria essa que não se deixou abalar nem mesmo pela eliminação da Libertadores da América, título tão sonhado pela massa alvi-negra, que nem mesmo o mais novo motivo de orgulho da diretoria corintiana resistiu: O tempo de permanência de um técnico à frente da equipe e o fato de não se demitir um técnico nem mesmo diante de um insucesso.
E ainda baseando-me em algumas frases da música quase proféticas
“Ante o colapso final a vertigem
próximo ao chão a penúltima descoberta
A velocidade terrível da queda
Como cair do céu é tão simples
Queda que a tudo e a todos transtorna”
E realmente parece que foi meio assim, um colapso total, na campanha do time, no condicionamento físico dos jogadores que agora lotam o departamento médico e culminou com o colapso entre diretoria e comissão técnica, com a saída no final do próprio técnico, Adilson Batista.
Resvalando em abismos um pôr do sol furioso
Que a sensação de perda ao ver exagera
É o desespero vermelho de um apocalipse luminoso
Nas bochechas a câimbra de uma alegria incompleta
E este final da letra da música quase que nos revela o ocorrido no domingo ante ao Dragão, pois ao se olhar do vale do Pacaembu, no frio final de tarde, o pôr de sol que rapidamente chegava, fazia com que o torcedor sentisse estar num abismo e não num vale, pois realmente a sensação de perda, fez com que o drama que assola o parque São Jorge se tornasse exagerado, quase apocalíptico, deixando estampado na face do torcedor, este ar de bochechas com câimbras de uma alegria incompleta, num ano tão especial, quanto este do centenário corintiano.
Por: Ivan Battesini
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